quinta-feira, 28 de março de 2013
Um pouco sobre Chutneys
Chutney é um condimento de paladar agridoce, picante (forte ou suave), ou ainda uma mistura dos dois, originário da Índia.
A grande parte dos chutneys têm como ingredientes comuns a pimenta, os frutos e vegetais, ou ainda uma mistura destes dois. O tempero utilizado na preparação inclui quase invariavelmente açúcar mascavo, sal, alho, cebola, mel, vinagre, gengibre e canela. As especiarias normalmente utilizadas são o coentro, o cominho, entre outros.
No país de origem, a Índia, o chutney é confeccionado próximo de ser consumido, com ingredientes locais disponíveis, escolhendo para a preparação os que se adequam a conferir sensações fortes ao paladar.
Em países de clima temperado, os chutneys são elaborados com ingredientes locais tais como a maçã, pêra ou o tomate. Nestes países, o chutney é confeccionado e vendido sob a forma de conserva. Para este propósito, são utilizados para efeitos de conserva óleo vegetal, vinagre ou sumo de limão.
Chutney de tomates
Saboroso chutney que pode ser servido com pratos principais ou com torradinhas.
Ingredientes:
Tomate, 4
Pimenta dedo-de-moça, 1 unidade
Cebola roxa, 3 unidades
Açúcar mascavo, 1 xicara
Vinagre de vinho branco, 1 ½ xícara
Raspas de limão, 1 unidade
Curry, 1 colher (sopa)
Páprica picante, 1 colher (café)
Cravo-da-índia, 2 unidades
Coentro, 1 colher (chá)
Uvas-passas, 1 xícara
Canela em pau, 1 unidade
Mostarda em grãos, 1 colher (chá)
Sal, a gosto
Preparo:
Primeiro, faça um caramelo com o açúcar mascavo e o vinagre.
Acrescente as especiarias e a cebola roxa.
Adicione os tomates sem semente e cortados em bastões.
Coloque as uvas passas e deixe cozinhar durante 20 min ou até engrossar. Sirva de acompanhamento de uma carne ou com torradinhas.
Chutney de Manga
Ingredientes:
2 mangas maduras picadas
2 xícaras de açúcar mais 1/4
2 xícaras de vinagre
2 colheres de sopa de gengibre bem picado
2 dentes de alho cortados em fatias
Meia pimenta vermelha picada
1/2 colher (chá) de sal
1 xícara de passas brancas picadas
Modo de preparo:
Para fazer a calda, leve ao fogo alto o vinagre e o açúcar e mexa bem até dissolver completamente o açúcar e formar uma calda bem grossa.
Quando a calda começar a ferver, é hora de juntar a manga.
Mexa por cerca de 10 min até a fruta ficar bem macia, quase se desmanchando.
Depois, coloque todos os outros ingredientes.
Mexa por uns 15 min até a calda reduzir bastante. O ponto ideal é o de um doce de colher.
Está pronto o chutney de manga (acompanhamento ideal para carnes, quentes ou frias, aves, embutidos e queijos)
Marcadores: Ervas e especiarias, Molhos, Na cozinha
quinta-feira, 23 de agosto de 2012
Temperos: ervas e especiarias
Tempero é o nome que se dá
ao conjunto de condimentos, cuja função é realçar o gosto do prato. São exemplos de
temperos o sal, a canela, o coentro, o aneto, o alho, o louro, a pimenta e a
salsa, entre outros.
Os temperos se dividem em
Ervas e Especiarias. Tempero de ervas são as folhas frescas ou secas das
plantas. exemplo: salsa, cebolinha.
Já o tempero de
especiarias são: fruto, sementes, flores, caule casca, e raízes das plantas.
Marcantes pelo seu sabor e Aroma. Exemplo: Noz moscada, semente do coentro,
raiz do coentro.
O termo especiaria ou
espécie (do latim species), a partir dos séculos XIV e XV na Europa,
designou diversos produtos de origem vegetal (flor, fruto, semente, casca,
caule, raiz), de aroma ou sabor acentuados.Isto deve-se à presença de óleos
essenciais. O seu uso distingue-as das ervas aromáticas, das quais são
utilizadas principalmente as folhas.
Além de utilizadas na culinária, com fins de
tempero e de conservação de alimentos, as especiarias são utilizadas em
farmácia, na preparação de óleos, unguentos, cosméticos, incensos e
medicamentos. Historicamente, esses múltiplos usos deram lugar a disputas entre
as corporações - notadamente entre os especieiros e os boticários.
Embora cada região do
planeta possua as suas próprias especiarias, na Europa, a partir das Cruzadas,
desenvolveu-se o consumo das variedades oriundas das regiões tropicais. Para
atender a essa demanda, ampliou-se o comércio entre o Ocidente e o Oriente,
através de várias rotas terrestres e marítimas, que uniam não apenas a Europa
internamente (pontilhando-a de feiras), mas esta e a China (rota da seda) e a
Índia (rota das especiarias). A dinâmica dessas rotas variou ao sabor das
guerras e conflitos ao longo dos séculos. A partir da criação do Império
Mongol, entre os séculos XIII e XIV, com a instauração da pax mongolica, o
comércio entre a Europa e o Oriente conheceu um período de prosperidade.

Utilizadas não só para
conservar os alimentos e melhorar seu sabor, mas também como medicamentos,
afrodisíacos, perfumes, incensos etc., as especiarias eram compradas
secas e dessa forma utilizadas. Sua grande durabilidade, resistência a mofos e
pragas nos longos tempos de estocagem, tornara possível e próspero seu
comércio: suportavam por meses e até anos as travessias por mar ou terra sem
perder as qualidades aromáticas e medicinais. As mais procuradas, no século XV,
eram a pimenta-do-reino, o cravo, a canela e a noz-moscada. Nativas da Ásia,
eram difíceis de obter e, portanto, extremamente caras. Eram usadas até mesmo
como moeda e, segundo Nepomuceno, constituíam "dotes, heranças, reservas
de capital e divisas de um reino. Pagavam serviços, impostos, dívidas, acordos
e obrigações religiosas". Também era costume presentear (ou subornar)
os magistrados com especiarias. Em 29 de Maio de 1453, a tomada de
Constantinopla pelos otomanos dificultou ainda mais o acesso a esses produtos,
pois as rotas de comércio dos principais condimentos passaram ao controle
turco, ficando, assim, bloqueadas as atividades dos mercadores cristãos.
Na tentativa de contornar
o problema, Portugal e Espanha organizaram expedições para a exploração de
rotas alternativas - um caminho marítimo para o Oriente. O projeto português previa
um ciclo oriental, contornando a África, enquanto que o projeto espanhol
apostou no ciclo ocidental, que culminou no descobrimento da América.
Com o estabelecimento de
colônias no continente americano, as nações europeias introduziram nelas o
plantio das especiarias asiáticas, barateando os custos e tornando-as mais
acessíveis para o mercado. Essa divulgação teve como consequência levar as
próprias colônias a adotar essas especiarias, em detrimento das espécies
nativas que tinham efeitos similares.
Normalmente, na cozinha,
as ervas aromáticas são utilizadas frescas, mas são também comercializadas
secas, embora percam algumas propriedades. De qualquer modo, não devem
confundir-se com as especiarias, que são em geral utilizadas secas e, muitas
vezes, reduzidas a pó.
As aromáticas são
utilizadas desde tempos imemoriais e, segundo alguns investigadores,
acompanharam as migrações e a evolução dos povos que as utilizavam,
inclusivamente protegendo a sua saúde, devido às suas propriedades
antimicrobianas que, não só evitam algumas infeções, como a própria
deterioração dos alimentos frescos. Além disso, muitas destas plantas têm
propriedades medicinais, principalmente na facilitação dos processos
digestivos.
No entanto, para manterem
as suas propriedades, as ervas só devem ser adicionadas aos alimentos no fim da
sua preparação, uma vez que o calor prejudica-as.
As ervas frescas devem ser acrescentadas na receita, somente ao final do cozimento, para não desaparecerem, ou seja, você não perceber o sabor. Compre o suficiente para usar no máximo, em 1 semana. As ervas secas, "dizem", tem o sabor um pouco mais acentuado, devendo também ser salpicadas no final do prato.
Já as especiarias, prefira comprar inteiras e não moídas. As moídas perdem sabor e aroma, com até um mês. Algumas sementes bastam ser amassadas para liberarem o sabor e aroma. É o caso da pimenta do reino, endro, coentro, cominho, etc... Isso porque, inteiras, elas mantém o óleo essencial protegido por mais tempo. É o óleo que dar sabor aos alimentos.
Marcadores: Cultura, Ervas e especiarias
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
Um pouco sobre a Cúrcuma
Hoje a gente encontra cúrcuma no Brasil todo e em todos os países tropicais, mas a planta é nativa do Sul e Sudeste Asiático. Da família das zingiberáceas, como o gengibre, a parte de maior interesse da cúrcuma são os rizomas que crescem debaixo da terra, de coloração laranja ou avermelhada. Na Ásia, já era usada como especiaria, corante e remédio há 4 mil anos. Para obtenção do tempero alternativo ao açafrão original, os rizomas (raízes) são cozidos por várias horas e então secos ao forno e moídos em um fino pó com textura de talco.
Este condimento de intensa cor amarelo-alaranjado é usado em curries, na cozinha asiática bem como na mediterrânea. Também é usado como corante na industria alimentícia para melhorar a cor de molhos de mostarda e de saladas, queijos, iogurtes, misturas de temperos secos, manteigas e margarinas, frango e carnes enlatadas, caldos desidratados ou em qualquer outra substituição como alternativa barata ao açafrão.
In natura seu sabor é perceptívelmente terroso, ligeiramente amargo/ardido (como menta), apimentado, e seu aroma lembra mostarda.
Na cozinha árabe é presente sobretudo nos pratos egípcios e persas, onde é empregado como “base frita” misturando cúrcuma fresca ralada com cebola e óleo tem-se a base de tempero para arroz, frango e outras carnes.
Muita gente confunde cúrcuma com o açafrão, a especiaria rara que colore e dá sabor à paella. A cúrcuma também confere sabor e dá cor, só que com personalidade muito própria. Aliás, muita paella por aí recebe um reforcinho extra deste corante (quando não de amarelo tartrazina), já que é infinitamente mais barato. Mas, pela similaridade de atitude, pode ser chamada de açafrão-da-terra ou açafrão-da-índia, embora haja um abismo de diferenças entre este tubérculo e os estigmas da flor de açafrão, caríssimos.
Não é muito fácil ser encontra fresca,mas, quando recém-colhida, tem uma fragrância fresca e sabor algo amargo e picante.
O que se acha no mercado é o produto em pó fino, resultado da secagem e trituração dos tubérculos, com perfume almiscarado e sabor lembrando um pouco o gengibre. Na Indonésia, as folhas frescas, com delicioso perfume de manga verde, também são usadas como aromatizante em pratos com molho ou sopas. O fato é que cada país que cultiva tem hoje seus usos mais comuns. No Brasil costuma ser usada para colorir arroz, pratos com galinha, peixe ou frutos do mar. E, embora não seja comum, em alguns países aparece em pratos doces como no bolo libanês Sfoof, feito com semolina.
O pigmento da cúrcuma é muito sensível à alcalinidade, principalmente quando aquecido. Junto com bicarbonato ou fermento químico, nos bolos, por exemplo, ganhará uma linda cor vermelha. Adicione 1 colher (chá) para cada 300 g de farinha e o bolo ficará amarelinho. Se usar o dobro, o bolo poderá ficar vermelho e ainda ganhará um toque intrigante de especiaria, que poderá ser intensificado com um pouco de erva-doce ou canela em pó.

A receita abaixo é deliciosa! Vale conferir.
Frango caipira ao molho de pequi
Ingredientes
1 frango caipira de cerca de 2kg com os miúdos
3 cebolas médias
6 dentes de alho
100g de alho-poró
200ml de vinho branco seco
2 folhas de louro
Talos de salsinha
Talos de cebolinha
1 pedaço de salsão cortado ao meio
Pimenta-do-reino moída na hora
1 pedaço de pimenta-dedo-de-moça
Alecrim fresco
1 pedaço de cúrcuma fresca ralado ou 1 colher (chá) dela em pó
1 tablete de caldo de frango
Sal em pequena quantidade
2 colheres (sopa) de azeite extravirgem
Modo de fazer
Lave bem o frango com vinagre. Corte-o nas juntas, escalde rapidamente e escorra
Pique os temperos grosso modo, exceto o pedaço de salsão. Misture bem com os pedaços do frango, o vinho e coloque para marinar em recipiente de vidro, aço ou plástico na geladeira por 24 horas. Misture vez por outra
Retire os pedaços de frango do molho, escorra e refogue lentamente em óleo, com um pouco de azeite. Ajuste o sal durante a fritura. Coe o tempero e refogue a parte sólida, exceto o salsão, com o frango dourado
Coloque o salsão e o caldo aos poucos e deixe cozinhar em fogo baixo. Acrescente água ou caldo de frango. Retire o salsão e termine o cozimento com o caldo espesso
# Molho
Ingredientes
200g de polpa da fruta escolhida* (neste caso o pequi) ou meio quilo da fruta madura
1 cebola
2 dentes de alho
3cm a 5 cm da parte branca do alho-poró
Sal e ajinomoto em partes iguais
1 pitada de pimenta-do-reino-branca
100g de salsão (só a parte branca)
1 talo de erva-doce
2 colheres (sopa) de temperos verdes frescos
# O molho pode ser preparado também com cagaita ou murici, no lugar do pequi
Modo de fazer
Bata no liquidificador os temperos e refogue-os sem dourar.
Coloque um pouco de água e vá colocando aos poucos a polpa escolhida, deixando cozinhar.
Experimente com frequência até sentir que está no ponto de acidez desejada
Não deixe ficar muito ácido. Se ficar, pare com a polpa e corrija com cebola picada Sirva o molho quente no fundo do prato sob o frango ou regue-o generosamente.
Marcadores: Ervas e especiarias, Ingredientes, Na cozinha
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
Limão, santo....o nome não importa! o que importa é o cheiro!
Capim-limão, também conhecido por Capim santo ou Capim cidreira é uma planta herbácea da família das gramíneas, nativa das regiões tropicais da Ásia. São muitos os nomes do capim-limão (santo, cheiroso, de cheiro, cidrilho). Mas atenção: não confunda com a erva-cidreira. Por ter sabor parecido, também é chamado de capim-cidreira e falsa-erva-cidreira, mas são plantas diferentes.
É uma planta medicinal, usada em medicina popular, sendo, para esse efeito, utilizadas as folhas que, em infusão, têm propriedades febrífugas, sudoríficas, analgésicas, calmantes, anti-depressivas, diuréticas e expectorantes, além de ser bactericida, hepatoprotetora, antiespasmódica, estimulante da circulação periférica e estimulante estomacal e lácteo. Os compostos químicos a que se devem estas propriedades são o citral, geraniol, metileugenol, mirceno, citronelal, ácido acético e ácido capróico. Tais componentes e, mais especificamente, o citral dão-lhe um aroma semelhante à lúcia-lima, bela-luísa ou limonete (Aloysia triphylla). Da sua inflorescência extrai-se um óleo essencial utilizado em repelentes de insetos.
Perfume e sabor são os atributos do capim-limão. O condimento enche de personalidade os mais diversos pratos. Seu chá é delicioso. E por estes motivos, frequenta os cardápios e a cozinha. E o perfume é inspirador.
Ele é muito usado na culinária oriental, principalmente na tailandesa. É uma cozinha muito forte, rica em cheiros, temperos. E o capim-limão é um deles, dá um sabor inconfundível.
A planta asiática chegou ao Brasil na época colonial e se adaptou muito bem ao clima tropical.
Peixes, frutos do mar e sobremesas caem bem com o ingrediente. Embora suas folhas sejam as mais usadas por aqui, o talo e a raiz também são aproveitados. Até mesmo o talo do capim dá um aroma muito diferente aos pratos.
Veja abaixo algumas sugestóes de como usá-lo em diversas situaçoes.
Vinagrete com capim-limão
Fica uma delícia para acompanhar bolinho de feijáo!
Ingredientes:
1 xícara de suco de laranja
1/2 xícara de azeite
8 folhas de capim-limão
2 colheres (sopa) de vinagre branco
1 colher (sopa) de farinha de trigo
1 colher (sopa) de mostarda Dijon
Sal e pimenta-do-reino branca a gosto
Modo de preparar
Coloque o capim-limão em uma panela com meio litro de água. Leve ao fogo por dez minutos ou até obter um chá bem concentrado, retire do fogo, coe e reserve. Aqueça o azeite em outra panela, polvilhe a farinha de trigo e doure-a. Retire do fogo. Junte a fusão de capim-limão, o suco de laranja, a mostarda, o vinagre, o sal e a pimenta. Volte ao fogo e cozinhe, mexendo com um batedor manual por dez minutos ou até a mistura ficar levemente encorpada. Acerte o sal e retire do fogo. Se preferir; coloque um pouco de capim-limão picado finamente durante o cozimento.
Espetinhos de frango thai com capim limão

Ingredientes
•11 talos de capim limão
•2 peitos de frango
•2 dentes de alho
•1 pimenta dedo-de-moça
•2 colheres (chá) de coentro picado
•1 colher (chá) de açúcar mascavo
•1 colher (chá) de sal
Molho
•125 ml de vinagre de arroz
•125 g de açúcar granulado (confeiteiro)
•2 dentes de alho picados
•2 pimentas dedo-de-moça
•½ colher (chá) de sal
•¼ de pepino picado
•1 colher (chá) de coentro picado
Modo de preparo
•Junte os talos de capim limão de 10 cm cada
•Separe um capim limão, descasque e pique.
•Guarde os outros 10 talos.
•Junte o talo picado de capim limão, frango, alho, pimenta, coentro, açúcar e sal no processador.
•Divida em 10 porções iguais.
•Com a mão molhada faça bolinhas redondas.
•Espete as bolinhas nos 10 talos de capim limão.
•Deixe na geladeira por 30 minutos.
•Grelhe cada espeto em uma panela.
•Sirva quente.
Molho
•Ferva o vinagre e o açúcar por 5 minutos até ficar grosso.
•Misture com o alho, pimenta, sal, pepino, coentro em outra cumbuca e deixe esfriar.
•Grelhe o frango e servir quente.
Pudim de brigadeiro e creme de capim-limão
Ingredientes
Creme de capim-limão:
•5 gemas
•1/2 xícara (chá) de açúcar mascavo
•1 xícara (chá) de leite
•Folhas de capim-limão à gosto
Pudim:
•350grs de chocolate meio amargo
•1 xícara (chá) de manteiga
•5 claras
•5 colheres (sopa) de açúcar refinado
•5 gemas peneiradas
Modo de preparo
Creme de capim-limão:
•Bata as gemas e o açúcar até obter um creme.
•Ferva o leite com o capim-limão e coe.
•Junte a gema batida e leve ao fogo baixo, mexendo sempre até engrossar.
•Deixe esfriar e reserve.
Pudim:
•Aqueça o forno a 150º.
•Derreta o chocolate com a manteiga em banho maria.
•Bata as claras até espumar, junte o açúcar e a gema peneirada e bata bem.
•Adicione a mistura de chocolate.
•Coloque nas forminhas e asse em banho maria por 35 minutos ou até ficar firme.
•Deixe amornar e leve para gelar por duas horas.
•Desenforme o pudim com cuidado para não quebrar, cubra com chocolate granulado e sirva com o creme de capim-limão.
Rendimento: 8 porções
Marcadores: Ervas e especiarias, Ingredientes
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
Pimenta Uberabinha
Não sei se já disse por aqui que sou apaixonada por pimenta! Adoro descobrir uma nova e plantar nos vasinhos que tomam conta das janelas do meu apartamento!
É gostoso demais acompanhar o crescimento das danadinhas...e depois saboreá-las com prazer!
Dia desses ouvi falar da Pimenta Uberabinha.
Ao desenvolver um estudo com algumas variedades de pimenta no ano de 2006 e 2007, o então aluno do curso Técnico em Agricultura e Zootecnia do CEFET Uberaba, Leonam Moreira, descobriu uma variedade de pimenta com varias particularidades. Orientado pelo seu coordenador de bolsa Dr. Roberto Zito, a planta foi isolada por dois anos das demais variedades, onde foi observado o comportamento em seu ciclo de desenvolvimento, reprodução e ataque de pragas.
De experimento à lavoura, a pimenta ganhou espaço e conquistou o paladar de muitos que provaram o seu sabor diferenciado de ardor moderado e passageiro.
Agora eu estou em busca da mesma! Alguém sabe onde posso encontrá-la?! Melhor ainda...se alguém tiver a semente e quiser colaborar com esta pimenteira apaixonada...fica a dica!
Marcadores: Ervas e especiarias, Ingredientes
terça-feira, 22 de junho de 2010
Conhecendo o zimbro

Passear pelo universo dos aromas e sabores é algo que a cada dia mais me fascina.Vasculhar as prateleiras dos supermercados é muito gostoso!
Dia desses, deparei com o zimbro. Nunca tinha ouvido falar.E chegando em casa, é claro que decidi desvendar os mistérios desta especiaria.
O nome científico do zimbro é
Juniperus communis e o mesmo é originário da Europa temperada e da Ásia.

Esta planta assemelha-se ao pinheiro, e pode chegar a 5 metros de altura. Suas folhas, (como as do pinheiro), são pontiagudas, suas flores, verde-amareladas, e os frutos, de sabor entre o adocicado e o amargo, são redondos e escuros em formato de bagas carnosas que nascem verdes, e quando amadurecem (após três anos), tornam-se pretas, as quais possuem em seu interior três sementes extremamente aromáticas e de sabor marcante.Ao desavisado parece uma pimenta. Só que o bago é um pouco maior.
Seu fruto possue propriedades anti-sépticas,calmantes,digestivas e diuréticas. Por conter componentes tóxicos, não deve ser ingerido por gestantes ou lactentes
Algumas curiosidades:
PARTES USADAS:Fruto e sementes.
FORMAS EM QUE SE ENCONTRA:Pode ser encontrado em pó ou desidratado, no entanto as suas bagas frescas podem ser adicionadas aos alimentos, inteiras ou moídas.
COMO CONSERVAR:Para conservar a intensidade do seu aroma e sabor, guarde este fruto em recipientes de vidro hermeticamente fechados, ou em embalagens plásticas próprias para alimentos.
CURIOSIDADES MÍSTICAS:O aroma do óleo essencial do zimbro combate o nervosismo, medo, preocupação desgostos, perturbação mental, acesso de fobias e sono agitado.
USO GERAL:È muito usado como aromatizante de bebidas, como o gim, além de tempero para vários pratos.
Na cosmética, é usado no tratamento de acne, ferimentos, infecções, eczemas e celulite.
USO INDICADO EM ALIMENTOS- conservas
- marinados
- carne de porco
- aves
E como de costume, deixo algumas receitinhas nas quais você poderá testar este sabor que para mim é novo.
Chutney de morango
Ingredientes:3 colheres (sopa) de azeite
400g de tomate seco
1 dente de alho picado
1 cebola média picada
400 g de morango
2 colheres (sopa) de açúcar mascavo
4 colheres (sopa) de aceto balsâmico
4 grãos de zimbro
1 folha de louro
sal
Modo de fazer:Aqueça o azeite em uma panela e refogue alho e cebola até perderem a cor. Acrescente o tomate seco e deixe no fogo baixo por alguns minutos. Junte os morangos, o açúcar mascavo, o aceto, o zimbro e o louro. Cozinhe até os morangos se desmancharem, formando uma pasta uniforme e brilhante. Tempere com sal, retire do fogo e deixe esfriar.
Guarde em vidros tampados, na geladeira, por até 30 dias.
Pernil de carneiro ao zimbro
Ingredientes:1 pernil de carneiro de 1,6 kg
1 kg de batatas
200 ml de creme de leite fresco
400 ml de leite integral
15 bagos de zimbro
1 folha de louro
1 ramo de tomilho
60 g de manteiga
1 colher (sopa) de azeite de oliva
Sal e pimenta-do-reino (moída na hora, de preferência)
Modo de fazer:Na véspera, faça pequenas incisões no pernil e introduza os bagos de zimbro. Cubra com um pano úmido e deixe na geladeira por 12 horas.
Retire o pernil da geladeira 2 horas antes de iniciar o cozimento. Pré-aqueça o forno a 240º. Ponha o pernil em uma assadeira, unte-o todo com o azeite e tempere com sal. Espalhe por cima a manteiga em pedacinhos e leve ao forno. Dez minutos depois, baixe a temperatura para 210º. e continue assando por mais 40 minutos, regando regularmente com o suco que se formar no fundo da assadeira.
Enquanto isso, descasque as batatas e corte-as em rodelas de 1 cm. Ponha em uma caçarola, com o tomilho, o louro e o leite. Tempere com sal e pimenta e deixe cozinhar por 25 minutos após ferver.
Retire a carne do forno e deixe repousar por 15 minutos, envolta em papel alumínio. Retire o excesso de gordura do molho do assado e deglace com 2 colheres (sopa) de água.
Retire as batatas do líquido e coloque-as em um refratário untado. Em fogo alto, aqueça novamente o leite do cozimento, junte o creme e reduza pela metade. Derrame sobre as batatas e leve ao forno por 15 minutos.
Sirva o carneiro com as batatas à parte e o molho aquecido em uma molheira.
Rendimento: 6 porções.
Calda de zimbroCaramelize 4 colheres de sopa cheias de açúcar.
Acrescente então 2 zimbros, 3/4 de xícara de água e 1 cravo. Deixe ferver até que se torne uma calda quase espessa.
Sirva sobre sorvete de creme em cama de farofa de castanha do Pará ainda quente, ou sobre um bolo de cacau.
Marcadores: Ervas e especiarias, Ingredientes
quarta-feira, 19 de maio de 2010
Alho poró

O alho-porro (português europeu) ou alho-poró (português brasileiro) é um vegetal que pertence à mesma família (Alliaceae) das cebolas e dos alhos.
Em vez de formar um bulbo arredondado, como a cebola, o alho-porá produz um longo cilindro de folhas encaixadas umas nas outras, esbranquiçadas na zona subterrânea, sendo esta a parte das folhas mais utilizada na culinária, ainda que a parte verde também possa ser utilizada, por exemplo, em sopas.

De sabor mais suave que a cebola, o alho-poró é muito usado na culinária, sendo um ingrediente da famosa vichyssoise. Podem também ser utilizados crus em saladas.
O alho-poró era já utilizado pelos antigos Egípcios, Gregos e Romanos que depois levaram o vegetal a diversas partes da Europa.
É um dos símbolos nacionais do País de Gales, fazendo parte dos rituais do dia de São David, quando é tradição os galeses envergarem a planta. De acordo com a mitologia do País de Gales, São David ordenou aos seus soldados galeses, que envergassem a planta nos seus elmos numa batalha contra os Saxões que teria ocorrido num campo de alhos-porós. É provável que esta história tenha sido concebida pelo poeta inglês Michael Drayton mas sabe-se que a planta é um símbolo deste povo desde épocas antigas. Por exemplo, Shakespeare refere-se a tradição de envergar o alho-porro na sua peça Henrique V, onde Henrique diz a Fluellen que está envergando o alho porro "for I am Welsh, you know, good countryman" ("porque sou galês, bem sabes, caro compatriota").
O cheirinho do alho-poró pra mim é inebriante...
Que tal testar com a saborosa receita abaixo?
Quiche de Alho-poró com catupiry500g de farinha de trigo
250g de gordura hidrogenada ou manteiga
2 ovos inteiros
1 colher (sopa) de azeite
1 colher (café) de fermento em pó
1 colher (chá) de sal
água gelada (se necessário)
Aperte a gordura hidrogenada com a farinha, o azeite e os demais ingredientes, trabalhando com os dedos. Deixe a massa descansar 15 minutos. (se o dia estiver muito quente, o descanso é na geladeira). Faça uma bola de massa, espelhe na fôrma para não ficar muito grossa e corte o excesso.
Recheio:
2 xícaras de alho-poró picadinho
1 colher (sopa) de manteiga
1 copo de creme de leite
cebolinha verde picada
1 xícara de parmesão ralado
3 ovos
sal e pimenta
noz moscada ralada
catupiry
Refogue o alho-poró na manteiga, numa panela tampada, mexendo de vez em quando. Junte o sal, pimenta, cebolinha e noz moscada. Deixe esfriar. Junte o parmesão. Recheie o fundo da fôrma com o alho-poró frio. Distribua o catupiry. Espalhe em cima a cobertura do creme de leite com os ovos, uma pitada de pimenta e sal. Polvilhe com parmesão. Leve ao forno.
Marcadores: Ervas e especiarias, Ingredientes
sexta-feira, 14 de maio de 2010
Priprioca

O Twitter pra mim tem sido fonte de grandes amizades e muito aprendizado.Usarei para descrever esta experiência mágica, palavras de @realwbonner "O twitter é um universo absurdamente cativante. Quem não se viciou que me desminta. E eu mergulhei nisso intensamente. Salto ornamental."
Eu também tio!Um dos grandes chefs que sigo é o já amigo
Diego Lozano (@Chefdiegolozano), apaixonado por chocolates e grande mestre nesta área.Dia desses, (já fazem alguns dias) li o seguinte twitte dele:"@Chefdiegolozano Comerei, sozinho, um ovo de 05kg de Priprioca hj! Viva a Priprioca!!!! "
E eu na minha humilde ignorância fiquei pensando...Priprioca...Priprioca... o que seria Priprioca?! Nada como pesquisar um pouquinho e tentar descobrir!
Uma boa definição seria:
"Priprioca, o cheiro do Pará que encantou o Brasil"A Priprioca é uma planta que constitui o principal ingrediente dos encantados banhos de cheiro usados pelos paraenses nas festas de São João e nas comemorações de final de ano.
A palavra pode soar estranha, mas a planta originária da Amazônia começa a ser incorporada a algumas áreas, como perfumaria e culinária. Já é possível encontrar, por exemplo, em cosméticos da Natura e nos pratos sofisticados do estrelado chef Alex Atala.
Priprioca é o nome vulgar. A denominação popular engloba, na verdade, três espécies: Cyperus articulatus, Cyperus prolixus e Cyperus rotundus, as duas últimas popularmente conhecidas como pripriocão e priprioquinha, respectivamente.
É embaixo da terra que se desenvolve a parte mais cobiçada da priprioca, os tubérculos, estruturas subterrâneas que apresentam o aroma agradável que chamou a atenção não só da população paraense e da ciência, mas também de grandes empresas de cosméticos, como a Natura.
Além de ter um perfume denominado 'Priprioca', a empresa também usa essa planta na composição de outros produtos. Mas quem quiser usufruir do cheiro bom dessa planta aromática sem onerar o bolso pode procurar o mercado do Ver-O-Peso, cartão postal de Belém, ou lojas de produtos regionais, onde sachês – pequenos envelopes de papel que trazem o tubérculo da priprioca em forma de pó - são vendidos a preços que podem variar entre R$ 2 ou R$ 3.

O óleo essencial extraído da raiz da priprioca faz parte do palete de 12 óleos essenciais e aromáticos da empresa Natura. Ele compõe, com outros óleos, a assinatura olfativa da marca. Na linha Ekos Priprioca há os seguintes produtos: Colônia Essência do Brasil, Água de Banho, Desodorante Corporal, Óleo para Corpo, Hidratante para Banho, Sabonete em Barra e Perfume do Brasil.
A Natura escolheu a priprioca para uma de suas linhas porque é extraída da biodiversidade brasileira. Segundo a empresa, "seu perfume é marcante e inusitado, um aroma tão único e fascinante que reúne, ao mesmo tempo, a riqueza da nossa mata e a força da tradição dos povos da floresta".
A priprioca utilizada pela Natura é extraída por um grupo de agricultores cooperativados do Pará. A extração é feita de forma sustentável através de um processo de aproximação, desenvolvimento e relacionamento com comunidades extrativistas.

Além de evocar boas energias para a festa de São João ou para o ano que entra por meio do banho, a priprioca também apresenta efeitos analgésicos e anti-bacterianos, dentre outros, que, segundo relatos científicos, podem auxiliar no alívio de dores ou baixar a febre e, dessa forma, ajudar qualquer doente a levantar da cama.
Esse vegetal também é utilizado, em menor escala, para fins decorativos: a "palha" da priprioca - como é conhecido, no artesanato o escapo floral que constitui a parte aérea da espécie - é reaproveitada pelo artesão Josué Meireles no acabamento de peças decorativas como vasos, cinzeiros e caixinhas de madeira.
Se pelo Brasil afora a priprioca é pouco conhecida, no Pará ela representa uma importante fonte de renda para muitas famílias de agricultores e feirantes, como os que trabalham no mercado do Ver-O-Peso, em Belém.
E faz pouco tempo, a Priprioca saiu da mata para mesas sofisticadas.O premiado chef Alex Atala, proprietário dos restaurantes D.O.M e Dalva e Dito, em São Paulo, descobriu a priprioca durante suas viagens à Amazônia. "Seu odor fica entre aromas de ervas secas e madeiras e remete ao patchouli." Alex acrescentou a planta em suas criações gastronômicas."Incluí a priprioca pela capacidade que este aroma tem de ser aplicado em doces, salgados e carnes como agente aromatizador. Sempre tendo em vista que o sabor é o aroma líquido." O chef adquire a planta nos mercados da Amazônia, ainda o único lugar de comercialização in natura.
Para isso, ele explica que há dois processos para extrair o aroma da priprioca. Pode ficar 15 dias no álcool de cereais - um processo rudimentar, dos mais antigos de extração de aromas. E também por destilação a frio - um processo laboratorial. O chef usa o primeiro processo para garantir o aroma da planta em duas sobremesas, uma no D.O.M. e outra no Dalva e Dito, e em dos pratos dos menus degustação do D.O.M.
Mas não é só Alex Atala que em usado a Priprioca não! O Chef Diego Losano, aquele que mencionei no início do post, tem incrementado seus magníficos chocolates com a mesma. Fico imaginando a delícia que deve ser!
E como não podia deixar de ser, deixo aqui uma receitinha saborosa (acredito eu) com a Priprioca!
Pudim de leite com priprioca
Para o caramelo
1/2 xícara de açúcar
1/2 xícara de água
Para o pudim
500 ml de leite integral
½ xícara de açúcar
2 batatinhas de priprioca descascadas e raladas ou picadas finamente
4 ovos grandes
Ligue o forno a 200 ºC.
Prepare o caramelo: coloque numa panela o açúcar com a água, leve ao fogo e vá mexendo devagar até derreter e formar um xarope grosso, cor de caramelo. Distribua esta calda entre 8 forminhas de alumínio para pudim. Coloque-as sobre uma forma e reserve. Reserve também a panela de caramelo para usar no próximo passo. Para o pudim: coloque metade do leite, o açúcar e a priprioca na panela "suja" de caramelo e leve ao fogo. Espere ferver. Desligue o fogo, tampe a panela e deixe em infusão por 10 minutos. Enquanto isto, misture bem com um garfo os ovos com o leite restante. Junte o leite com priprioca e misture bem. Passe tudo por peneira e distribua a mistura entre as forminhas carameladas e leve ao forno pré-aquecido. Despeje água quente na forma, até a metade da altura das forminhas. Feche o forno e deixe assar em banho-maria por cerca de 30 minutos ou até que fiquem com consistência gelatinosa. Espere esfriar e gelar antes de desenformar. Para ressaltar o perfume, esfregue no prato um pedaço de priprioca. Para desenformar, passe uma faca pequena nas laterais do pudim para soltá-lo.
Rende 8 porções
Site
Come-seE agora fica aqui uma dica...Já provou a Caipirinha de Priprioca do Atala?

Ela leva maracujá, hortelã, limão-cravo e xarope de priprioca. De verdade meeeesmo, o sabor da planta é muito sutil (quase imperceptível para a maioria das pessoas) mas o resultado final é uma bebida refrescante e extremamente aromática.
Vá ao Dalva e Dito e experimente. Nunca se sabe quando a priprioca vai aparecer de novo… A bebida com o petisco harmonizado (priprioca–mandioca frita; limão-galego–pastéis de carne; Jabuticaba—empadas de bobó de camarão) custa R$ 18.
Dalva e Dito: R. Padre João Manuel, 1115, Jardins
Marcadores: Ervas e especiarias, Ingredientes
segunda-feira, 10 de maio de 2010
Sálvia- Sabor apaixonante

Que eu sou apaixonada por ervas e especiarias, isto já não é novidade.Por isso tenho procurado postar aqui um pouquinho sobre estas porções mágicas que dão sabores tão especiais à minha cozinha.
Sou apaixonada pelo sabor da
sálvia.Para quem ainda não a conhece, aqui vai um pouquinho sobre a mesma.
A sálvia é tida desde tempos imemoriais como a erva da longevidade. Quem tem sálvia em casa nunca envelhece, já dizia um velho provérbio chinês. Seu nome deriva da palavra latina salvere, que significa estar de boa saúde, curar. É uma ótima erva culinária também, mas é melhor não misturar com outras, pois como disse um cozinheiro :
"Na grandiosa ópera da culinária, a sálvia representa a prima donna caprichosa, que se ofende por tudo e por nada, Gosta de ter o palco por sua conta."Nome Científico:Salvia officinallis / Labiadas
Origem: De origem Mediterrânea, desde a costa sul da Espanha até Marselha e na Itália.
Partes usadas:Folhas e flores
Lendas e Mitos:Para os romanos era erva sagrada, cuja colheita era cercada de rituais. A crendice popular dá conta de que é uma das ervas das feiticeiras, já que protege contra feitiços. É também usada para compor o vaso das sete ervas de proteção. Ainda segundo a crença popular, toda pessoa deve ter um pé de sálvia plantado em casa, mas nunca pelo próprio dono da casa, é melhor pedir para alguém de fora.Dormir com folhas de sálvia sob o travesseiro torna os sonhos realidade.
Características e Cultivo:Arbusto rústico e sempre verde, vai de 30 a 75 cms de altura. Folhas inseridas aos pares, verde-acinzentadas, muitas vezes manchadas de amarelo, se forem mais velhas espessas e tomentosas, de cheiro intenso e penetrante. Flores bilabiadas, vão do branco ao lilás. O caule torna-se lenhoso a partir do segundo ano.Cultivada junto à arruda e orégano vai super bem; suporta a seca e terra areno-argilosa. Em épocas frias ou de muita chuva perde as folhas, e aproveita-se para fazer novas mudas a partir de estacas de galho. Planta companheira do alecrim, morango e cenoura. Clima frio com bastante sol.
Propriedades medicinais:Ajuda a fazer a digestão e é anti-séptica, fungicida e contém estrógeno. Ajuda a combater a diarréia. O chá é bom para gengivas inflamadas, aftas, dores de garganta e problemas de mucosas, além de aliviar diabetes e sintomas de menopausa. Diminui suor excessivo e é restauradora de energia, tendo poder tonificante sobre o fígado. Usada também para dores de ovário, icterícia, depressão, tremores, vertigens, impotência sexual.O chá das folhas e flores tem ação anti-séptica, anti-sudorífera, fungicida,estimulante da digestão e balsâmica; contém estrógeno. Não deve ser tomada em grandes doses por períodos muito longos.
Cosmética:Infusão é um bom adstringente para pele oleosa e escurescedor de cabelos. A infusão também é boa para combater a caspa e inflamações do couro cabeludo. Dentrifício caseiro para remover tártaro e clarear os dentes: Sal marinho e sálvia.
Utilização * Uso caseiro: Pôr folhas secas de sálvia entre as roupas, para afastar insetos. 'Faz parte das ervas inseticidas( em infusão).
* Uso culinário: Para rechear aves, misturar com cebola. Cozinhar com carnes gordurosas (porco, pato e salsichas). Dá bom vinagre aromatizado e manteiga de ervas. Faz deliciosos pães. Substitui o louro na aromatização de carnes e cozidos, principalmente os gordurosos, podendo também ser usada para temperar patês de queijo e peixes. A manteiga aromatizada com sálvia dá um realce especial aos assados.
* Uso mágico: Onde o pé de sálvia cresce viçoso é porque a mulher manda na casa; considerada uma poderosa erva de proteção, afasta mau-olhado. Erva das feiticeiras, entra na composição de magias de proteção.
Efeitos colaterais: Não usar a erva em casos de insuficiência renal, durante a menstruação ou amamentação. Pode causar súbita elevação da pressão arterial. Não consumir em grandes quantidades ou por longos períodos de tempo consecutivos.
Voltando à cozinha,tem uma receita simples e saborosa onde a salvia dá um charme especial, que é uma das minhas preferidas:
Contra-Filé Grelhado com Talharim na Manteiga de SálviaIngredientes:
- 300 gramas de contra-filé limpo
- 20 gramas de cogumelo paris
- 20 gramas de cogumelo shitake
- 100 ml de molho escuro reduzido (demi-glace)
- 50 ml manteiga clarificada
- 10 gramas sálvia fresca
- sal e pimenta
- 150 gramas de talharim pré-cozido
- um fio de óleo de soja
Modo de Preparo:
Temperar o contra-filé com sal e pimenta e grelhar na frigideira com mínimo de óleo. Resguardar aquecido. Fatiar os dois tipos de cogumelos e acrescentá-los ao molho escuro reduzido já aquecido. Aquecer a manteiga clarificada em frigideira anti-aderente com sálvia fatiada, escalfar o macarrão em água fervente e salteá-lo na manteiga de sálvia, temperar o macarrão com sal e pimenta.
Montagem:
-colocar a carne no lado esquerdo do prato
-cobrir com molho escuro e cogumelos
-"montar" o macarrão enrolado no garfo do lado direito
-cobrir com manteiga de sálvia
Decoração:
-decorar a borda no prato com vinagre aceto balsâmico reduzido.
Abaixo, um passo-a-passo de como clarificar a manteiga.
Manteiga clarificada“Clarificar a manteiga” se faz ao aquecer a manteiga, sempre em fogo baixo (entre 40°C e 60°C) , para a separar a água e impurezas da gordura, permitindo que essa manteiga resista a temperaturas altas sem queimar e, assim, proporcione aroma e sabor ao(s) preparo(s).
É simples clarificar a manteiga: basta pegar a porção de manteiga (pode-se cortar em pedaços para agilizar o processo), sem sal, e levar ao fogo baixo até que derreta completamente – sempre tendo cuidado/atenção para não queimar (fácil identificar pela coloração caramelo que vai tomando). A medida que derrete formará uma espuma branca, com a parte amarela e líquida no meio e uma camada levemente densa ao fundo. Devemos retirar a espuma, com auxílio de escumadeira ou concha (que será descartada); retirar a parte líquida com cor dourada (manteiga clarificada em si – que reservaremos para utilizar) e descartar a parte densa e também de cor amarela que fica ao fundo. Sempre bom passar o líquido amarelo-dourado por um filtro ou peneira, para garantir uma melhor remoção dos resíduos.
Usa-se, então, esse líquido amarelo-dourado que e é a manteiga clarificada em si – ao esfriar ela se solidifica porém mantêm sua característica clarificada, ou seja, não será preciso refazer o processo de clarificação, basta retirar a porção desejada e utilizá-la (melhor usar no prazo de até uma semana – em geladeira,podendo ser congelada).
O vídeeo abaixo mostra de forma clara o processo. Você pode encontrar o mesmo
aqui.
Marcadores: Ervas e especiarias, Ingredientes
segunda-feira, 3 de maio de 2010
Endro

Erva nativa da Ásia ocidental, apreciada no Mediterrâneo e no sul da Rússia desde a Antigüidade, o
endro ou "dill" --como é chamado nos países de língua inglesa-- é quase desconhecido dos brasileiros. Eu nunca tinha usado até bem pouco tempo.Até que um dia resolvi testar uma receita que levava a tal erva.A
Batata Fundida que fiz em casa foi aprovadíssima e de lá pra cá, virei fã número um do Endro.
Decidi então aprender um pouquinho sobre o mesmo pois sou apaixonada por ervas e especiarias.
NOME CIENTÍFICO: Anethum graveolens
DESCRIÇÃO DA PLANTA:Planta que atinge entre 20 cm e 1 metro de altura, com caule fino e oco. Suas folhas têm coloração esverdeada a as flores são amarelas.
AROMA E SABORFolhas – de aroma e sabor delicado e fresco.
Sementes – extremamente aromáticas, com sabor forte e picante.
PROPRIEDADES- tônica
- antiespasmódica
- anti-séptica
- diurética
- sedativa
FUNÇÕES TERAPÊUTICAS- combate a aerofagia
- ameniza a ânsia de vômito
- aumenta a produção do leite materno
- diminui a flatulência
- combate a insônia
- indicado para a limpeza e desinfecção de feridas
- combate resfriados
- alivia soluços
- combate dor de dente
- alivia cólicas intestinais em recém nascidos
HISTÓRICO E CURIOSIDADES: Esta planta é conhecida desde a Antiguidade por curar indigestões, dores estomacais, estimular o apetite e conciliar o sono.
O uso desta erva já era mencionado na Bíblia, para pagamento de impostos, pois tinha alto valor comercial para os romanos.
Era usada pelos gregos para curar soluços.
Sua maior tradição, tanto culinária quanto medicinal, é cultivada na Índia.
Para os romanos simbolizava a vitalidade.
PARTES USADAS: Flores, folhas e sementes.
FORMAS EM QUE SE ENCONTRA: Fresco e seco.
USO GERAL: Além de ser apreciada como condimento, esta erva também é usada na perfumaria, para aromatizar sabonetes, e na cosmética tem a propriedade de clarear a pele, fortalecer as unhas e perfumar o hálito.
Saches com a flor, colocados em armários ou gavetas, espanta as traças.

Com sabor suave que remete ao da erva-doce, com a qual é muitas vezes confundido,o endro é um tempero popular na Europa, especialmente nos países nórdicos, na Polônia e na Rússia.
Versátil, é usado para aromatizar licores, xaropes e vinagres e para condimentar picles, sopas, cremes e pães. Na Escandinávia, tempera peixes (fritos, cozidos e no "gravlax", quando é marinado e desidratado), batatas, molhos, iogurtes e creme azedo. O nome "dill", aliás, deriva do norueguês antigo "dilla", que significa acalmar --na Inglaterra, a água de "dill" é oferecida aos bebês.
O endro vem se tornando mais conhecido no país devido às escolas de gastronomia e acredito que deva ser cada vez mais usado, pois tem tudo a ver com o Brasil: é suave e refrescante.
Devido ao aroma e sabor delicado de suas folhas, é indicado para comidas pouco temperadas.As folhas secas perdem um pouco o aroma.Seu aroma e sabor são melhor aproveitados, quando esta erva é acrescentada ao final do cozimento.
Suas folhas combinam bem com peixes,saladas,ovos,queijos cremosos,arroz e sopas.
Já a sementes ficam perfeitas em conservas,pickles evinagres aromáticos.
Agora, a receitinha deliciosa que me fez apaixonar pelo endro!
Batata Fundida
Ingredientes1 kg de batata cozida(s) em rodela(s)
1/2 litro(s) de creme de leite fresco
200 gr de queijo fundido
250 gr de queijo prato ralado(s) grosso(s)
2 colher(es) (sopa) de parmesão ralado(s)
2 colher(es) (sopa) de farinha de rosca
2 colher(es) (sopa) de endro
3 colher(es) (sopa) de Azeite Andorinha
1 colher(es) (sopa) de alecrim
35 gr de manteiga clarificada
1 unidade(s) de cebola ralada(s)
Modo de preparo:Aqueça o forno a temperatura alta. Leve ao fogo uma frigideira grande de borda alta, acrescente a manteiga clarificadaver vídeo e duas colheres de sopa de azeite, junte o alecrim e frite as batatas dos dois lados até que fiquem levemente douradas. Reserve. Leve ao fogo uma panela média, acrescente uma colher de sopa de azeite, doure a cebola ralada, acrescente o creme de leite fresco e o queijo fundido. Mexa até o queijo derreter completamente e formar um creme espesso e homogêneo. Reserve. Em um refratário, coloque a metade das batatas, polvilhe sobre elas uma colher de endro, despeje metade do creme e cubra com a metade do queijo prato raladover vídeo Faça outra camada com as batatas restantes, despeje o restante do creme e cubra com o queijo prato ralado. À parte misture o queijo parmesão ralado com a farinha de rosca e polvilhe por toda a superfície. Leve ao forno bem quente por aproximadamente 20 minutos ou até que gratine. Sirva como entrada ou como acompanhamento de assados, ou mesmo sozinho.
Marcadores: Ervas e especiarias, Ingredientes