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sábado, 30 de abril de 2011
Jamon ou Pata Negra







Quem nunca ouviu falar do presunto Pata Negra? O presunto, suave, adocicado, é extraído de uma raça de porcos ibéricos criados livres no pasto, comendo bolotas – frutos de casca dura parecidos com castanhas. Eles caem dos azinheiros (as mesmas árvores das quais se extrai a cortiça). O porco é um espécie diferenciada de cerdo de pêlo eriçado e pés pretos, conhecido mundialmente como pata negra.


Da criação dos porcos, passando por abate, tempero, tempo de cura e modo de servir, tudo é rígido e tradicional. Quase um ritual. O presunto cru é feito do pernil traseiro do porco, salgado e curado de forma natural e esse processo dura de 28 a trinta meses após o abate. Nesse tempo, a carne ganha sabor, textura e aroma. As fibras finas e de um vermelho rosado são entremeadas pelo branco da gordura. O sabor é amendoado e apenas levemente salgado.

A produção dos curados ibéricos é artesanal. Receitas que antigamente tinham o intuito de salgar as carnes para conservá-las para os dias difíceis de inverno, passaram de pai pra filho. Hoje, mesmo com a modernização de algumas etapas da fabricação – como o uso de câmaras de temperatura controlada para a cura – a diferença deste para outros produtos de origem suína começa na criação dos porcos ibéricos.

Além da garantia de pureza da raça, o gado tem de ser criado solto e se alimentar à base de Bellota (bolota). Uma espécie de castanha similar à avelã.

O vinho ideal para acompanhar o jamón e outros embutidos ibéricos (chorizo, fuet, lombo) é o jerez. Um vinho fortificado típico da Andaluzia, tradicionalmente servido com presuntos na Espanha devido ao seu sabor pungente e marcante. A harmonização, nesse caso, é por similaridade e mais ainda por regionalidade, já que a vegetação, o clima e o solo espanhol são marcantes na produção das carnes, bem como o terroir para o vinho. Combina perfeitamente com a gordura do presunto, devido ao sabor penetrante e certa picância que ajudam a aguçar o paladar. Deve ser servido bem gelado e fresco.
Para captar a verdadeira essência do Jamón Pata Negra, ele deve ser consumido puro, na temperatura ambiente. Isso permite identificar com mais clareza o sabor amendoado, misto de salgado e doce e a textura macia. Quando se corta a peça em temperatura ambiente a gordura começa a derreter deixando um brilho na carne. Essa gordura, proveniente dos óleos das amêndoas, é do tipo presente nos azeites extravirgens, que, com moderação, não obstrui as artérias.



O jeito certo de cortar a peça é na transversal na direção paralela ao osso. O objetivo é respeitar a posição da fibra da carne e não adulterar a textura. Na máquina de frios, por exemplo, isso se perde.Para os espanhóis mais puristas o corte errado altera inclusive o sabor da carne.

O corte do jamón é um verdadeiro ritual de arte. Deve ser feito manualmente, com o auxílio de uma faca extremamente afiada e as fatias devem ser as mais finas possíveis.

A arte de cortar jamones está para a Espanha, assim como um chef está para a alta gastronomia ou um sommelier de alto nível está para os vinhos. O ‘Maestro Jamonero’ é tido com um artista. Florencio Sanchidrián foi eleito por uma revista gourmet espanhola como o mais extraordinário cortador de jamones da Espanha. Entre as pessoas por ele atendidas estão o falecido Papa João Paulo II, o Rei Juan Carlos, dentre outros chefes de estado e celebridades. Florencio é conhecido por ser o melhor maestro jamonero do mundo, um excelente gourmet e um amante das boas coisas da vida.







O jamón ibérico deve ser servido em um ‘jamonero’, uma base onde a pata possa ser apoiada sobre um balcão. Nas regiões produtoras, quase todas as casas e restaurantes possuem um ‘jamonero’ para o deleite de seus visitantes e clientes.

O pata negra dispensa temperos. No máximo, pão de centeio esfregado em tomate para acompanhar, como fazem na Catalunha. Os puristas espanhóis sentiriam calafrios só de ouvir falar em cozinhar um pata negra, mas os ossos são muito usados para fazer caldos que enriquecem alguns tipos de arroz, sopas e ensopados.


Enquanto o presunto italiano (Prosciutto di Parma) e outros presuntos são comumente conhecidos fora de seus países de origem, o jamón ibérico é uma delicatessen exclusiva e de valor elevado, que até muito recentemente era mantido como um segredo, privilégio apenas dos países ibéricos.


O jamón ibérico de bellota é certificado por lei pela União Europeia, com regras de Denominação de Origem Protegida (DOP). Isso significa que toda a cadeia produtiva, desde a criação dos animais à maturação da carne, passa por fiscalização técnica que garante que cada produto saia sempre com o mesmo padrão de qualidade. Um quilo de pata negra chega a custar 350 reais, sendo que a peça (um pernil de oito quilos) pode valer até 5 000 reais no Brasil. A produção limitada, por causa da criação restrita de suínos dessa raça, contribui para que o produto seja ainda mais valioso.


Os jamones de melhor qualidade e que possuem o certificado de Denominación de Origen são produzidos, em particular, nas cidades de Guijuelo (na província de Salamanca) e Jabugo (na província de Huelva), sendo que esta última localidade é praticamente 100% dedicada à produção de jamón ibérico.


Os jamones são embalados com rótulos que indicam o tipo de dieta dos porcos e podem ser classificados, basicamente, em três tipos:



- Jamón Ibérico de Bellota, o melhor e mais cobiçado jamón ibérico. Extraído de porcos que vivem soltos, vagando por bosques de carvalho (chamados ‘la dehesa’), na região de fronteira entre Portugal e Espanha. Sua dieta é limitada apenas às bolotas no período que antecede seu abate e seu jamón é curado por cerca de 36 meses.


- Jamón Ibérico de Recebo, o jamón considerado como um grau inferior ao Bellota. Neste caso, os porcos são pastoreados e sua alimentação inclui, além das bolotas de carvalho, alguns grãos e cereais. O jamón é curado por 24 meses.

- Jamón Ibérico de Cebo, o terceiro e mais popular tipo, também conhecido apenas por jamón ibérico. Aqui, os porcos não se alimentam de bolotas; a dieta é feita apenas com cereais e grãos e o jamón é maturado por 24 meses.

Além do tipo de dieta e tempo de maturação, a denominação ‘puro’, se referindo à raça, também pode ser adicionada às qualidades acima expostas e significa dizer que tanto o pai quanto a mãe do animal abatido são de raça pura, 100% ibéricos, devidamente registrados nos livros genealógicos dos criadores oficiais. Isso faz com que a qualidade do jamón e seu valor sejam ainda mais considerados.


O termo ‘Pata Negra’ também pode ser usado ao se referir ao jamón ibérico de uma forma geral, podendo ser aplicado a qualquer um dos tipos de jamón. ‘Pata Negra’ é uma referência à cor das unhas dos porcos, que normalmente são brancas (ou claras) nos porcos tradicionais, mas que são escuras nos porcos negros ibéricos.































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segunda-feira, 25 de abril de 2011
Quatro de Ouros do Boteco da Carne





Que o Boteco da Carne e é um dos meus bares favoritos,já disse aqui em outras ocasiões. E que seus pratos são sempre badaladíssimos todos os anos no CdB, também não é novidade.

Este ano, como não podia deixar de ser,lá estava ele na minha lista de favoritos. E realmente foi o segundo bar do meu circuito.

O bar agora em Lourdes está super charmoso e agradável. O atendimento continua de primeira. Banheiro perfumado! E o prato...Ah.... o prato.....

Quatro de Ouros . Filé em cubos, paçoca de carne de sol com manteiga de garrafa, lombo apertadinho, molho de rapadura e purezinho com requeijão de raspa.

Divino, delicioso, indescritível. Precisa de mais?! Filé super suculento,paçoca de carne deliciosa e o purezinho...huuummmmm. Com o autêntico requeijão do norte de Minas. E não estas imtações que andam usando por aí! O molhinho de rapadura completa a obra.

Mais que recomendo! E posso até trombar com você por lá!

Onde fica:

Rua Alvarenga Peixoto, 551, Lourdes, Belo Horizonte, MG , CEP: 30330-120
Tel: (31)2555-8480



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sábado, 23 de abril de 2011
Cabeça de bacalhau



Hoje foi dia de bacalhoada aqui em casa. E é claro que antes da bacalhoada vem sempre os bolinhos de bacalhau da Kah (eu mesma), uma cervejinha e muita conversa jogada fora.
E neste bate papo regado a cerveja, eu me lembro de uma amigo da minha filha que tem amigos "que ninguém nunca viu" e comento... "Fulano é igual cabeça de bacalhau, todo mundo sabe que existe, mas ninguém nunca viu!"

Depois de boas gargalhadas, hora de falar a sério:

Grande parte dos brasileiros não conhece a cabeça de bacalhau porque o Gadus morhua, nome científico do verdadeiro bacalhau, não existe no País. Além disso, após ter as vísceras retiradas, o bacalhau passa por um processo de salga e cura, onde é retirada em média 50% da sua umidade, e nesse processo é também retirada a cabeça do peixe, que não tem valor comercial e impede a salga.

Como todo o bacalhau que entra no Brasil é importado salgado e seco, as alternativas para ver a cabeça de um legítimo bacalhau são através de fotografias, em coleções científicas, ou ainda viajando para os mares do Norte.

Ou você pode também olhar a figura abaixo...





Atualmente, existem cinco tipos de peixes salgados e secos no mercado brasileiro, importados da Noruega e de outros países, mas apenas dois podem tecnicamente receber a denominação "bacalhau" - Atlantic Cod Gadus morhua ou Legítimo Bacalhau do Porto e Pacific Cod Gadus macrocephalus ou Bacalhau do Pacífico (um "clone" do legítimo; o G. macrocephalus é pescado no Pacífico Norte e é muito parecido com o legítimo quando salgado e seco, mas é completamente diferente quando preparado, porque é mais fibroso, não se desmancha em lascas e seu sabor é totalmente diferente. Os demais (Saithe, Ling e Zarbo) deveriam ser classificados como peixes salgados e secos, mas convenientemente também recebem no comércio a denominação de bacalhau.

O Legítimo Bacalhau do Porto alcança bons preços no mercado, que variam de acordo com o exemplar, peixes maiores são mais caros porque são mais raros de serem capturados e mais desejados.

Ficou com vontade de tomar uma cervejinha e experimentar os bolinhos de bacalhau da Kah?! Basta usar a receita abaixo!


Bolinho de Bacalhau

By Kah Miranda




Ingredientes:

400 g de bacalhau do Porto cortado em pedaços;

1 colher (sopa) de azeite;
1 cebola média picada;
1/2 colher (chá) de alho socado;
2 pimentas dedo-de-moça picadas;
1 colher (chá) de orégano;
1/2 colher (café) de noz-moscada moída;
1 kg de batata;
1/2 xícara de cheiro-verde picado;
1 xícara de farinha de milho bem triturada;
1 l de óleo (ou mais, se necessário, para fritar).


Modo de preparar:

Deixe o bacalhau submerso em uma vasilha com água por 24 horas dentro da geladeira, trocando a água três vezes nesse período. Coloque os pedaços de bacalhau numa panela com água limpa e leve para cozinhar até ficarem macios. Escorra e desfie o bacalhau, tirando todas as espinhas e a pele. Reserve. Numa frigideira, aqueça o azeite e refogue a cebola, o alho e a pimenta dedo-de-moça. Junte o bacalhau, o orégano e a noz-moscada.

Mexa para pegar o tempero e reserve. Cozinhe as batatas inteiras. Quando estiverem macias, escorra, tire a pele e coloque-as numa tigela grande. Amasse bem até desmancharem completamente. Junte o bacalhau e misture tudo. Incorpore o cheiro-verde e a farinha de milho e amasse com as mãos. A massa estará boa quando ficar homogênea e não grudar mais.

Para fazer os bolinhos, retire porções grandes usando como medida uma colher (sopa) cheia.

Se tiver uma balança, calcule 100 gramas para cada bolinho. Coloque o óleo numa frigideira funda e, se necessário, junte mais, para que os bolinhos fiquem submersos. Leve ao fogo até o óleo ficar bem quente (180 graus) e frite os bolinhos, cerca de quatro de cada vez.

Depois de dourados, escorra-os, passe por papel absorvente e sirva.

O bacalhau tem sua origem em um peixe nobre que vive nos mares limpos e frios do Atlântico Norte cuja carne, seca e salgada, é muito apreciada na culinária internacional. Os maiores produtores de bacalhau do mundo são Noruega, Islândia, Portugal, Espanha, Itália, França e Canadá.


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sexta-feira, 15 de abril de 2011
A História do Café


Há cerca de trezentos anos, o café tem sido uma bebida popular em todo o mundo civilizado, mas pouco se sabe sobre a maneira exata como foi descoberto.

Talvez você tenha ouvido algumas lendas antigas sobre cabras pastando nas montanhas, comendo os frutos do cafeeiro, e em seguida dando cabriolas devido às propriedades estimulantes do café.

Existem outras narrativas que falam sobre um fanático religioso expulso de Moca que se refugiou nas montanhas da Arábia. Ele provou alguns frutos estranhos que cresciam num arbusto. Como eram amargos, ele tentou melhorar o sabor tostando-os sobre o fogo. Isso os tornou quebradiços, e ele tentou amolecê-los na água, e quando a água na qual os grãos estavam imersos se tornou marrom, este Sr. Omar (pois este era o seu nome) bebeu e descobriu como aquilo era bom e revigorante. Isso foi lá pelos idos do século treze. Muito antes disso o café crescia à vontade na Abissínia.

O café, até o final do século dezessete, vinha totalmente da Arábia e era conhecido como Moca, o nome da cidade de sua origem. Mais ou menos naquela época, espertos mercadores holandeses, percebendo a crescente demanda e as perspectivas de um novo comércio, induziram seu governo a experimentar a plantação de café nas possessões das Índias Orientais Holandesas. O governador da Ilha de Java distribuiu sementes em várias partes da Ilha e devido à fertilidade do solo e as condições climáticas favoráveis, logo as plantas se desenvolveram. De Java, o café espalhou-se para as Índias Ocidentais e finalmente para a América do Sul e Central, onde o clima era particularmente propício ao rápido desenvolvimento do cafeeiro. Ali o seu cultivo foi feito de maneira extensiva, até agora, e provavelmente 90% de todo o café cultivado vem do Hemisfério Ocidental.

Assim o centro da produção se mudou do antigo mundo para o novo e, com um começo promissor, o café atualmente é uma das produções mais rentáveis do comércio mundial. O consumo chega a 2 bilhões de quilos, dos quais cerca de 57% são fornecidos pelo Brasil. Os Estados Unidos lideram como país consumidor de café, com cerca de metade de toda a quantidade consumida mundialmente. O consumo per capita excede 7 quilos por ano.

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quinta-feira, 14 de abril de 2011
Dia internacional do café




O mundo celebra hoje, 14 de Abril, o Dia internacional de um dos produtos liquidos mais consumidos: o café.
O uso da bebida teve origem em Kaffa, na Abissínia, hoje Etiópia, quando um pastor chamado Kaldi observou que as suas cabras ficavam mais espertas e saltitantes ao comer as folhas e os frutos do cafeeiro.

Ele experimentou os frutos e se sentiu mais alegre e com maior vivacidade. Um monge da região, informado sobre o facto, começou a utilizar a infusão de frutos para resistir ao sono enquanto orava.

O homem levou o grão para o mosteiro mais próximo e os monges consideraram a planta “coisa do demónio”, então Kaldi decidiu pôr fogo no arbusto.

O aroma exalado pelos frutos torrados nas chamas atraiu todos os monges para descobrir o que estava a causar aquele maravilhoso perfume, e os grãos de café foram retirados das cinzas.
Ato contínuo, os monges mudaram de ideia e sugeriram que os grãos fossem esmagados na água para ver que tipo de bebida daria, e logo descobriram que a bebida os mantinha acordados durante as rezas e períodos de meditação.

A notícia do grão "milagroso" foi passando de mosteiro a mosteiro e assim o café ficou conhecido no mundo.

O café foi torrado pela primeira vez na Pérsia. Hoje o Brasil é o maior produtor mundial do café, seguido do Vietname e da Colômbia.

O grão que faz parte do cotidiano de muitas pessoas é tão importante que ganhou um dia a si dedicado e denominado "Dia internacional do café".

Hoje, o seu uso se estendeu a todo mundo. É usado em bebidas quentes, frias, doces e salgados. O café é utilizado na gastronomia mundial e é visto por muitos não apenas como uma bebida.




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quarta-feira, 13 de abril de 2011
Bares e pratos do CdB 2011




Saiu depois de muita expectativa por parte dos butequeiros de plantão a lista dos bares e pratos participantes do Comida di Buteco em BH. Este sim, é o autêntico. Que me perdoem as outras cidades que hoje recebem o evento, BH sim, é a capital dos butecos, e a mãe do evento.

Adega & Churrasco
Rua Maura, 120, Palmares. (31) 3088-1555.
CARNANDU DA ADEGA - Carne de sol com farofa de feijão andu, acompanhada por rapadura e óleo de pequi.


Agosto Butiquim
Rua Esmeralda, 298, Prado. (31) 3337-6825.
DESMANCHADO DE OSSOBUCO PERFUMADO À GUIMARÃES - Ossobuco desmanchado e carne de sol perfumados com limão siciliano em cama de angu e nacos de requeijão de raspa.

Antoniu's Bar
Rua Antônio de Albuquerque, 55, Funcionários. (31) 3281-7731.
PORCO MELADO - Lombo assado com farofa de pequi, manteiga de garrafa, molho de requeijão escuro e molho de rapadura levemente picante.


Armazém do Árabe
Rua Luz, 230, Serra. (31) 3223-1410.
CHARLIE MERCHE BEM MINEIRO - Berinjela gratinada com molho à bolonhesa e requeijões branco e escuro.


Autêntico's Bar
Av. Professor Mário Werneck, 895, Estoril. (31) 3378-3215.
COMER, REZAR E AMAR (HOMENAGEM A JH) - Costelinha frita e empanada com farofa de pequi, acompanhada por purê de mandioca com manteiga de garrafa e requeijão escuro.


Bar da Leninha
Rua São Domingos, 339, Barreiro. (31) 3384-1173.
COTECHINO DO NORTE - Pé de porco desossado e recheado com carne seca, acompanhado por molho de pequi.


Barbazul
Av. Getúlio Vargas, 216, Funcionários. (31) 2535-3527 / (31) 2535-3528.
PINTADO DO NORTE - Surubim em cubos empanado com creme de cebola crocante acompanhado de molho de limão.


Bar 222
Rua Francisco Deslandes, 222, Anchieta. (31) 3287-7712.
TESOUROS DO NORTE - Tiras de carne de sol fritas com batata inglesa frita na manteiga de garrafa, pimenta calabresa e molho de requeijão escuro.


Bar da Cida
Rua Numa Nogueira, 287, Floramar. (31) 3434-8715.
FLORAMAR - Carne de sereno, mandioca, cebola, alho, suco de siriguela, cogumelo fatiado, maionese, amido de milho, vinho, azeite, couve flor, pimenta biquinho e cheiro verde.


Bar da Lora
Av. Augusto de Lima, 744 / loja 115, Mercado Central (entrada da Rua Santa Catarina), Centro. (31) 3274-9409.
NÃO ACREDITO - Carne de sol, linguiça defumada, mandioca na mateiga de garrafa e requeijão do norte acompanhados por molho de siriguela, melaço de rapadura e farinha de pequi.


Bar do Antônio (Pé-de-Cana)
Rua Flórida, 15, Sion. (31) 3221-2099.
SERENADA NO PÉ DE CANA - Carne de sereno com batata aos molhos de requeijão do norte e Pé-de-Cana com pimenta verde e farofa de pequi.


Bar do Dedinho
Avenida Deputado Anuar Menhen, 231, Santa Amélia. (31) 3047-1012.
UM DEDO NO NORTE - Purê de mandioca, purê de batata, queijo coalho, queijo do serro, requeijao escuro, carne de sol e manteiga de garrafa.


Bar do Ferreira
Rua Pinheiro Chagas, 473, Barreiro de Baixo. (31) 3389-9357.
SOL DE MINAS - Carne de sol, moqueca de banana da terra e mandioca na manteiga de garrafa acompanhadas por pirão de leite com farinha de milho, bolinhos de requeijão do norte com farinha de pequi e molho picante de mel de rapadura.


Bar do João (São João Batista)
Rua Geralda Marinho, 117, São João Batista. (31) 3451-2746.
TUDO DENTRO - Bolinho de aipim recheado com carne de sol, bacon e muçarela acompanhado por costelinha, couve na manteiga de garrafa e molho especial.


Bar do Magal
Rua Alberto Cintra, 322, Cidade Nova. (31) 2515-6490.
GALOPANDO AO SABOR DO CERRADO - Carne serenada ao molho ferrugem acompanhada por coulis de siriguela, paçoquinha do cerrado e mandioca cozida com manteiga de garrafa.


Bar do Rei
Rua Aladim Correia de Faria, 985, Barreiro/Teixeira Dias. (31) 3381-0125.
TREM MINEIRO UAI - Costelinha frita, torresmo de barriga, bolinho de frango recheado com requeijão escuro, purê de inhame com carne de sol, bolinho de queijo, semente de coentro fresco e “pequinete”.


Bar do Véio
Rua Itaguaí, 406, Bairro Caiçara. (31) 3415-8455.
ISPIA SÓ...!! - Espeto de carne com queijo e bacon acompanhado por creme “chantiqui” e bolinhos de mandioca.


Bar do Zezé
Rua Pinheiro Chagas, 406, Barreiro de Baixo. (31) 3384-2444.
SONHO MEU - Músculo cozido acompanhado por feijão andu, calabresa, bacon e mandioca amarela na manteiga de garrafa.


Bar Temático
Rua Perite, 187, Santa Tereza. (31) 3481-4646.
TÔ TE VENDO - Carne de sol, jerimum, requeijão norte de Minas, vinagrete de coentro, queijo de manteiga e manteiga de garrafa.


Barção Moreira
Rua Mombaça, 493, São Gabriel. (31) 3493-2078.
CISCANDO NO SERENO DA SERIGUELA - Carne de sereno e frango temperados com alho, cebola e sal e refogados na rapadura caramelada, acompanhados por de farofa de pequi e creme de siriguela.


Bartiquim
Rua Silvianópolis, 74, Santa Tereza. (31) 3466-8263.
TÔ TE OIANO - Creme de milho com carne de sol, requeijão escuro e queijo minas na panhoca italiana.


Bombar
Rua Guaicuí, 116, Luxemburgo. (31) 3292-7770.
DI BANDEJA - Carne de sol suína grelhada na manteiga de garrafa e servida com polenta frita, farofa de pequi, molho de siriguela e molho capeta (com coentro em grão).


Boteco da Carne
Rua Alvarenga Peixoto, 551, Lourdes. (31) 2555-8480.
QUATRO DE OUROS - Filé em cubos, paçoca de carne de sol com manteiga de garrafa, lombo apertadinho, molho de rapadura e purê com requeijão de raspa.


Butiquim DuFilho
Avenida Cristiano Machado, 1.950 / loja 132, estacionamento da Feira dos Produtores (entrada da Rua Jornalista Túlio Berthi). (31) 2514-9092 / (31) 3484-2799 / (31) 3274-9683.
SABORES DO NORTE - Carne de sol grelhada na brasa acompanhada por molho de rapadura e bolinho de feijão andu recheado com requeijão escuro.


Cantina da Ana
Avenida Silviano Brandão, 2.109 / loja B, Sagrada Família. (31) 3463-6991 / (31) 3463-6991 / (31) 3087-6247.
BOLINHO AAAHHH… COM FAROFA DE PEQUI - Bolinho de carne de sol com molho especial da Ana, acompanhado por farofa de pequi do norte de Minas e finalizado com maionese.


Café Palhares
Rua dos Tupinambás, 638, Centro. (31) 3201-1841.
KUSTELA DO PALHARES - Costela de boi na pressão com calabresa, servida com farofa na manteiga de garrafa e folhas de agrião. Acompanha cálice de licor de pequi.


Chamego's Bar
Rua Aimorés, 1.912, Lourdes. (31) 3273-4031.
SABOR DE MINAS - Bolinhos de carne e costelinha de porco acompanhados por mandioca na manteiga de garrafa, milho no pequi, geleia de pimentão e molho de alcaparras.


Churrascaria do Itamar
Avenida Sete de Abril, 874, Esplanada. (31) 3481-0613.
SOL DO CERRADO - Carne de sol na brasa com molho de siriguela e farofa de jerimum.


Curin Bar
Rua Érico Veríssimo (Astecas), 2.722, Santa Mônica. (31) 3452-7101.
LINGUA SERENADA E DEFUMADA - Língua de boi serenada com melado de rapadura, cerveja preta, cebola, pimentão, creme de pequi, pimenta, batata cozida e carne de sol desfiada.

Escritório da Cerveja
Av. General Olímpio Mourão Filho, 800, Planalto. (31) 4104-1920.
DE JOELHO NO MILHO - Joelho de porco curado acompanhado por farofa de milho, batatas aceboladas com manteiga de garrafa e geleia de rapadura picante.


Estabelecimento Bar
Rua Monte Alegre, 160, Serra. (31) 3223-2124.
FALANDO ABOBRINHA NO SERENO DA MADRUGADA - Carne de sereno sobre anéis de abobrinha italiana com purê de abóbora e bolinho de mandioca crua.


Família Paulista
Rua Luther King, 242 / loja 9, Cidade Nova. (31) 3484-4598.
ROTA DO SOL - Passeio pelos sabores e aromas do Norte de Minas. Charque traseiro desfiado com creme de abóbora com gorgonzola e mandioca rústica (recheada com queijos e assada).


Geraldim da Cida
Rua Contria, 1.459, Grajaú. (31) 3334-9355.
BORA LÁ MAIS EU - Carne de lata, tropeiro de feijão andu e carpaccio de jiló acompanhados por molho de pequi.


Kobes
Professor Raimundo Nonato, 31A, Horto. (31) 3467-6661.
DAS VEREDAS - Carne suína à moda, vinagrete de feijão andu e farofa de alho.


Mikado Bar
Avenida do Contorno, 2.419, Santa Tereza. (31) 9994-4574.
KABAYAKI DE TILÁPIA COM YAKIMESHI - Filé de tilápia grelhado à moda japonesa, regado com molho de shoyu, açúcar e sakê e servido com ornamentação comestível de renkon (vitória régia e gengibre vermelho) e yakimeshi (arroz com carne de sol, cogumelo shimeji, pimentão vermelho e ervilhas em sumo de gengibre).


Patorroco
Rua Turquesa, 865, Prado. (31) 3372-6293.
TÔ GARRADO - Carne de sol grelhada ao molho de siriguela com mandioca, acompanhada por salada de maxixe e tomate.


Pé de Goiaba
Rua Alpes, 507, Nova Suissa. (31) 3372-4207.
GOIABA DO NORTE - Batata assada na brasa recheada com carne de sol e requeijão preto, acompanhada por creme de pequi.

Peixe Frito
Rua Juiz de Fora, 1.242, Santo Agostinho. (31) 3291-1046.
MUNHECA DO VÉIO CHICO - Moqueca de surubim.


Pimenta com Cachaça
Avenida do Contorno, 8.699, Bairro Gutierrez. (31) 3087-6822.
UAI!!!!! - Costelinhas crocantes desossadas e semi-defumadas acompanhadas por bolinhos de canjiquinha recheados com queijo minas e molho picante agridoce.


Rei do Churrasco e do Tira Gosto
Rua Dom Joaquim Silvério, 859A, Coração Eucarístico. (31) 3375-9414.
CARNAQUEIJÃO COM MALACANDU - Carne de sol passada na manteiga de garrafa com requeijão escuro e cebola, acompanhada por bolinho de mandioca com bolinhas de feijão andu e muçarela ao molho especial com coentro.


Salomão
Rua do Ouro, 895, Serra. (31) 3221-5677.
ARRUMADINHO À GALO E GOLO - Paleta de boi cozida picadinha, acompanhada por linguiça frita, feijão andu, mandioca cozida na manteiga de garrafa e temperos da casa, decorada com pimenta biquinho.


Um ótimo circuito e excelente butecagem a todos!







terça-feira, 12 de abril de 2011
Buriti


O buriti - a palmeira de mil e uma utilidades

Buriti. Fotos: Fernando Tatagiba
  Palmeira e cachos de Buriti. Fotos: Fernando Tatagiba

O buriti (Mauritia flexuosa) é uma das mais singulares palmeiras do Brasil. O buriti é uma espécie abundante no Cerrado e um indicativo infalível da existência de água na região. Como o Cerrado é rico em água, lá estão os buritis, emoldurando as veredas, riachos e cachoeiras, inseridos nos brejos e nascentes. A relação com a água não é à toa.

Ao caírem nos riachos, os frutos de seus generosos cachos são transportados pela água, ajudando a dispersar a espécie em toda a região. Os frutos também servem de alimento para cutias, capivaras, antas e araras, que colaboram para disseminar as sementes. Na natureza, tudo funciona na base da cooperação mútua.
Os buritis também embelezam a paisagem do Cerrado e são fonte de inspiração para a literatura, a poesia, a música e as artes visuais.


Vitaminado

Para o homem, o buriti também é muito generoso. Seu fruto é uma fonte de alimento privilegiada. Rico em vitamina A, B e C, ainda fornece cálcio, ferro e proteínas. Consumido tradicionalmente ao natural, o fruto do buriti também pode ser transformado em doces, sucos, licores e sobremesas de paladar peculiares.

O óleo extraído da fruta (foto) tem valor medicinal para os povos tradicionais do Cerrado que o utilizam como vermífugo, cicatrizante e energético natural. As substâncias do buriti também dão cor, aroma e qualidade a diversos produtos de beleza, como cremes, xampus, filtro solar e sabonetes.

As folhas geram fibras usadas no artesanato, tais como bolsas, tapetes, toalhas de mesa, brinquedos e bijuterias (foto.) Os talos das folhas servem para a fabricação de móveis. Além de serem leves, as mobílias feitas com o buriti são resistentes e muito bonitas.

As folhas jovens também produzem uma fibra muito fina, a “seda” do buriti, usada pelos artesãos na fabricação de peças feitas com o capim-dourado. Do buriti, se aproveita tudo. Até o nome, emprestado a milhares de lugares, estabelecimentos e até embarcações que levam a fama da palmeira por todos os lugares.

O buriti também é um dos ingredientes sugeridos para os pratos do CdB BH 2011. Agora é aguardar para ver a criatividade dos bares ao empregá-lo.

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sábado, 9 de abril de 2011
Manteiga de garrafa



Um outro ingrediente que deve marcar presença em diversos pratos do CdB BH 2011 é a manteiga de garrafa.

A manteiga de garrafa é um tipo de manteiga regional produzida no nordeste do Brasil que, dependendo da região específica de produção, recebe outras denominações tais como manteiga de gado, manteiga da terra ou manteiga de cozinha. É um produto bastante apreciado por boa parte da população, cuja comercialização é feita através de feiras livres, mercados populares, supermercados, restaurantes típicos e pequenos pontos comerciais de comidas regionais. 

Manteiga de garrafa é um tipo de manteiga que se mantém líquida em temperatura ambiente.É obtida pelo cozimento do creme de leite até que se evapore toda a água e restem apenas a gordura e as partículas sólidas da nata. É comercializada em garrafas.

Modo de preparo

Ferva o leite "ïn natura".
Retire a nata do leite e vá juntando em uma vasilha e guardando na geladeira. Quanto tiver aproximadamente 500 gramas de nata, coloque em uma vasilha de vidro ou plástico e bata com uma colher de pau até formar um creme. A partir daí começa a soltar o soro, que você vai retirar. Para retirar o restante do soro existente, você coloca água no vasilhame onde está o creme e vai retirando o soro até ficar somente o creme (isto acontece quando a água sair bem limpa)
Agora, você leva ao fogo baixo até derreter e se transformar num líquido amarelo e transparente
Coar e botar em vasilhame, de preferência vidro.





Costela desfiada puxada na manteiga de garrafa

Ingredientes    

1 kg de costela de boi
100g de alho-poró
100g de cebola
30 ml de manteiga de garrafa
200g de mandioquinha
Sal grosso
Sal

Modo de fazer


Embrulhe a costela de boi já temperada com sal grosso em papel alumínio e asse-a a 100 graus por 4 horas.
Desembale, deixe esfriar e depois desfie a costela.
Reserve.


Corte a cebola ao meio e depois em meia lua. Corte o alho-poró em rodelas. Descasque a mandioquinha e corte em rodelas bem finas .

Seque a mandioquinha se tiver excesso de líquido e frite em óleo quente até dourar. Reserve.



Em uma frigideira, com um fio da manteiga de garrafa,branqueie a cebola e adicione o alho-poró em seguida.
Adicione a costela desfiada e, depois, a manteiga de garrafa. Dê uma leve fritada até a junção de todos os ingredientes. Sirva acompanhado da mandioquinha.


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terça-feira, 5 de abril de 2011
Requeijão Escuro




Um outro ingrediente que será usado pelos bares participantes do Comida di Buteco BH 2011,é o rqueijão escuro, tradicional no norte de Minas.

O requeijão escuro é feito da seguinte maneira: O  leite é talhado. Depois, a parte de cima da nata desse leite é levada para a frigideira e frita até que ela fique mais escura. Faz-se o requeijão por procedimento normal , e então, com tudo pronto, tempera-se o requeijão normal com aquela nata frita.

É um ingrediente fantástico.Com ele dá pra fazer tortas de chocolate, tortas de café , e molhos diversos. Os molhos ficam uma maravilha.


Carne de sol com requeijão escuro derretido


Derreter o requeijão escuro em cima de uma carne de sol també fica delicioso.Mistura perfeita!


A receita abaixo é aprovadíssima aqui em casa.



Polenta de Carne de Sol Com Requeijão Escuro

Ingredientes

500g de carne de sol dessalgada e desfiada

1 alho poró cortado em rodelas

1 cebola picada

2 colheres de manteiga

6 xícaras de caldo que cozinhou a carne

1 xícara de polenta (flocos de milho)

500g de requeijão escuro picado

4 folhas de couve rasgadas

sal, pimenta, noz-moscada e cheiro verde a gosto

parmesão ralado para gratinar

Modo de preparo

Cozinhe a carne de sol em 6 xícaras de água. Reserve a água.
Doure o alho poró e a cebola na manteiga. Coloque a carne de sol e tempere a gosto com pimenta e cheiro verde.
Leve ao fogo o caldo de carne com a polenta e mexa até encorpar.
Num refratário untado com manteiga, distribua uma camada da polenta, outra do requeijão, carne de sol e couve.
Finalize com polenta com e parmesão polvilhado. Leve ao forno cerca de 15 minutos ou até corar. Pode servir em porções individuais, polvilhada com cheiro verde!





































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sábado, 2 de abril de 2011
Feijão Andu



Um dos ingredientes sugeridos na preparação dos pratos do Comida di Buteco em BH este ano é o Feijáo Andu.

Feijão é um nome comum para uma grande variedade de sementes de plantas de alguns gêneros da família Fabaceae (anteriormente, grao).

Quanto ao aspecto nutricional é excelente, pois proporciona nutrientes essenciais como proteínas, ferro, cálcio, vitaminas (principalmente do complexo B), carboidratos e fibras. Todos estes nutrientes aparecem em quantias significativas a ponto de substituir os produtos animais.

O seu cultivo é bastante antigo. Há referências a ele na Grécia antiga e no Império romano, onde feijões eram utilizados para votar (um feijão branco significava sim, e um feijão preto significava não).

O prato "feijão com arroz" (ou "arroz-e-feijão") é um dos mais típicos dos lares brasileiros.O feijão também é a base de um dos principais pratos da culinária típica brasileira, a feijoada tal como em Portugal onde o feijão comum (Phaseolus vulgaris) é a base de várias sopas e da feijoada, misturado com arroz ou como elemento de acompanhamento obrigatório das tripas à moda do Porto e ainda em alguma doçaria (por exemplo o pastel de feijão). As vagens verdes (feijão verde) podem acompanhar, cozidas, qualquer prato de peixe cozido, e, cortadas às tiras, em sopa (sopa de feijão carrapato). No caso do feijão frade, é frequentemente servido com cebola e salsa picadas, a acompanhar atum.

Três espécies de feijão são muito cultivadas no Brasil:

• Phaseolus vulgaris, o feijão comum, cultivado em todo o território;

• Vigna unguiculata, vulgarmente chamado de feijão de corda, feijão macassa, caupi e outros, predominante na região Nordeste e na Amazônia e

• Cajanus cajan, feijão-guandu ou andu, comum no nordeste, principalmente em sua variedade arbórea.

O guandu (Cajanus cajan) - também chamado andu e ervilha-de-pombo - é uma leguminosa arbustiva com folhas alternadas trifolioladas; folíolos largos e ovais (oblonco-elípticos), folíolo terminal peciolado, enquanto que os laterais são sésseis, tendo origem na África Tropical ocidental e sendo cultivado na Índia desde a antigüidade.

O guandu é uma planta com capacidade de fixar elevada quantidade de nitrogênio no solo. Devido à sua raiz pivotante ser bastante agressiva, penetrando em solos compactos e adensados, é uma espécie bastante útil na descompactação de solos.

A farofinha abaixo vai muito bem no almoço, ou mesmo num buteco com uma cervejinha gelada!


FAROFA DE FEIJÃO-ANDU À MODA DO RANCHO

Ingredientes

250gr de feijão-andu
100gr de bacon picado não muito fino
1 xícara (chá) de torresmos já prontos (bem cheia)
3 ovos mexidos
2 dentes de alho picados (grandes)
1 cebola picada
1 pimenta dedo-de-moça, sem as sementes e picada
Sal a gosto
1 xícara (chá) de cebolinha verde picada
1 xícara (chá) de farinha de mandioca do tipo biju

Modo de fazer

Se o feijão não estiver fresco (verde), deixe-o de molho em água por algumas horas ou de véspera (eu usei um que já estava seco). Depois o cozinhe em água com sal, deixando-o firme (eu cozinhei em panela comum para não perder o ponto)

Escorra a água e reserve-o.

Prepare os ovos mexidos (com sal) e reserve.

Quebre grosseiramente os torresmos para que fiquem menores e reserve-os também

Aqueça uma panela grande e grossa e frite o bacon até dourar, junte o alho, a cebola, a pimenta picada e frite mais um pouco. Acrescente o feijão reservado e refogue por alguns minutos para que pegue o sabor dos temperos.

Então adicione a cebolinha picada e retire do fogo. Junte os ovos mexidos, os torresmos e a farinha de mandioca. Misture bem. Corrija o sal e sirva fria ou morna.





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